O mundo está cada vez mais globalizado e interligado. Dessa forma, todas as atividades políticas, comerciais e sociais são internacionalizadas. Tudo que se faz dentro de um país tem uma resposta praticamente imediata em outro. Por isso, o papel de profissionais formados em Relações Internacionais e Comércio Exterior é fundamental nos dias atuais.
Mesmo semelhantes em alguns aspectos, os cursos diferem bastante. Para você escolher a profissão que tem mais a ver com seus objetivos, é importante conhecer as principais diferenças de cada carreira.

Qual a diferença entre Comércio Exterior e Relações Internacionais?
O internacionalista, que é formado em Relações Internacionais, tem diversas atribuições em relação às negociações e acordos que envolvem políticos, empresários e grupos de influenciadores diretamente. Sua carreira envolve as áreas de política, economia e direito.
Já o profissional de Comércio Exterior trabalha com todas as relações envolvidas em vendas e compras internacionais (exportação e importação). O curso é direcionado para a área de negócios. Sendo assim, o estudante aprende matemática financeira, economia, contabilidade e estatística, entre outras disciplinas.
Relações Internacionais: a carreira que busca o acordo entre os povos
Os profissionais que atuam em Relações Internacionais fecham negociações e acordos, analisam cenários políticos e econômicos tanto nacionais quanto internacionais. Eles também são responsáveis por estudar os riscos e os conflitos entre nações e empresas.
O internacionalista atua em instituições políticas no setor público, como ministérios e secretarias de níveis federais, estaduais e até municipais. Pode também trabalhar em empresas multinacionais, câmaras de comércio e companhias sem fins lucrativos. O profissional defende os interesses dessas instituições e promove o entendimento entre as partes.
Um campo de oportunidade de trabalho também é a carreira acadêmica, lecionando em universidades. Como parte das ofertas de trabalho estão as instituições públicas. Para isso, o profissional deve estar habituado a prestar concursos.
Na graduação de Relações Internacionais, o aluno entra em contato com disciplinas como Direito, Economia, Política e História, além de estudar assuntos relacionados a Sociologia, Urbanismo e Geografia. Ter o domínio de uma ou duas línguas é imprescindível. Alguns cursos exigem proficiência em inglês para a conclusão da graduação. Os salários podem variar de R$ 1,2 mil a 20 mil.
Comércio Exterior: negócios além das fronteiras
Todas as estratégias envolvidas em importação e exportação de serviços e produtos entre países fazem parte do trabalho do profissional de Comércio Exterior. Entre suas atribuições, ele precisa conhecer sobre direito aduaneiro, operações de câmbio, estrutura logística e gestão.
Precisa também entender sobre negociações e marketing. Ele gerencia as importações e exportações, define ações no âmbito internacional, acompanha a cotação de moedas e faz análises de comércio.
O mercado de trabalho oferece vagas que vão desde empresas importadoras, Logísticas, instituições financeiras, agências governamentais de desenvolvimento econômico até operadoras de câmbio.
Existem dois tipos de cursos em Comércio Exterior: o bacharelado, que dura cerca de quatro anos, onde o aluno irá aprender sobre Administração, Economia, Estatística, Matemática Financeira, Direito Internacional e Economia; e o tecnólogo, mais curto, com duração de dois anos. Domínio em inglês e espanhol é um diferencial para ter sucesso na área. Os salários podem variar de R$ 1.500 a R$ 12 mil.
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