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A importância da escola e do pedagogo no combate ao analfabetismo

Por Alessandra Mello

O combate ao analfabetismo tem avançado no país nos últimos anos, especialmente com a universalização do ensino básico. Mas ainda há um longo caminho pela frente: segundo dados do IBGE, o país tem hoje 11,3 milhões de analfabetos (6,8% da população). 

O Plano Nacional de Educação (PNE) determina que o país acabe com o analfabetismo até 2024. Mas a queda acontece em um ritmo mais lento do que o esperado. Diminuir esse índice envolve tanto a escola quanto o pedagogo, um profissional essencial nesse processo. 

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Um estudo feito em 2004 pelo Unicef identificou que a alfabetização de crianças não estava nos currículos dos cursos de formação dos pedagogos. Até então, a alfabetização era uma disciplina optativa. Mas o pedagogo tem a responsabilidade de ser protagonista no desenvolvimento de crianças, jovens e adultos em fase de alfabetização, além de criar o plano de ensino. 

Outra dificuldade constatada foi a falta de um coordenador pedagógico nas escolas para ajudar os professores a preparar o plano de trabalho e os materiais pedagógicos adequados. Afinal, os professores precisam de um bom suporte dos coordenadores. O profissional que trabalha com gestão escolar também pode avaliar a aprendizagem dos alunos para identificar erros e reorientar a prática.

Para combater o analfabetismo

Três estratégias são essenciais para reduzir os índices de analfabetismo, em conjunto com o trabalho dos pedagogos. A primeira delas é a oferta de programas de escolarização voltados à população que não teve oportunidade de frequentar a escola, respeitando as características do educando: idade, gênero, etnia, condição social etc. Além disso, é preciso estimular a participação de quem, por alguma razão, não frequentou a escola. Isso pode ser feito pelo apoio ao educando, como atendimento em casa, nas ruas ou locais de trabalho. 

A segunda estratégia é uma educação básica de qualidade, universal, gratuita e laica para evitar que os programas de escolarização de jovens e adultos sejam necessários no futuro. Ou seja, é preciso garantir que não haja mais analfabetos. Para que isso aconteça, é preciso que as crianças sejam educadas na idade correta. Isso é extremamente importante porque uma criança que não aprende a ler e a escrever quando deveria pode começar a sentir dificuldades para acompanhar os conteúdos e até abandonar a escola.  

A terceira estratégia envolve a oferta de condições sociais adequadas para que toda a população possa frequentar a escola. Isso porque não adianta ter uma oferta universal e escolas de qualidade se as crianças não se alimentam direito, precisam trabalhar ou vivem em condições precárias. 

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Tags: Pedagogia

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