O mercado de trabalho do Comércio Exterior tem gerado algumas dúvidas entre os estudantes, principalmente devido à situação político-econômica do Brasil e de outros países. Quer saber como anda esse campo profissional e por que, mesmo com a crise, ele é considerado uma opção promissora? Entenda:
O que faz o profissional da área

O Comércio Exterior está relacionado às operações de compra e venda de insumos, produtos e matéria prima entre países. Por isso, quem quer atuar na área precisa acompanhar os acontecimentos internacionais, tanto econômicos quanto políticos, e eventuais conflitos diplomáticos.
Esse profissional é responsável pelo controle dos processos de importação e exportação de produtos e pela identificação das necessidades de seus clientes e fornecedores. Ele descobre oportunidades de compra ou venda, elabora estratégias de negócio e define toda a logística.
Diferentemente de uma graduação em Relações Internacionais, o curso de Comércio Exterior é voltado para o mundo dos negócios. Por isso, o profissional formado precisa entender de economia, contabilidade e marketing, além da estrutura do comércio exterior brasileiro.
Campo de trabalho e oportunidades

O Brasil tem muitas oportunidades nessa área de atuação, especialmente considerando sua complexa legislação aduaneira. Por isso, o profissional é altamente requisitado em qualquer organização exportadora.
Sua atuação no setor inclui empresas importadoras ou de logística, companhias privadas dos mais diversos setores que importam e exportam, instituições financeiras, agências governamentais de desenvolvimento econômico, operadoras de câmbio e de seguro. O profissional formado no curso de Comércio Exterior também ocupa cargos públicos em secretarias municipais e estaduais, ministérios e órgãos federais.
O futuro do Comércio Exterior

Muitos profissionais jovens estão se perguntando sobre o futuro da profissão no Brasil, que passa por problemas políticos e econômicos. O mercado de trabalho para o profissional de Comércio Exterior continua em alta, apesar do baixo desempenho da economia brasileira nos últimos anos.
Alguns dados são positivos e indicam uma possível melhora do comércio no País. De acordo com o relatório do Banco Mundial, há sinais de recuperação econômica e aumento no volume de exportações de países da América Latina e Caribe. Segundo o economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, Augusto de la Torre, a desaceleração econômica dessas regiões está decrescendo desde 2017. Dessa forma, os profissionais do Comércio Exterior podem ser beneficiados com o aumento por demanda funcional.
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