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Dia da Mulher: elas estão ganhando espaço na Perícia Criminal

Por Alessandra Mello

Em busca de provas, impressões digitais, fios de cabelo e manchas de sangue, profissionais da perícia criminal podem ter uma rotina brutal e mórbida, que lembra os filmes ou séries de investigação, como CSI e muitas outras. Mas é um grande engano imaginar que apenas homens se destacam nessa carreira. 

A cada dia, fica mais no passado a ideia de que as mulheres são frágeis ou sensíveis demais para desenvolver essas atividades. Sim, o espaço na perícia criminal também é delas. Tem interesse em seguir essa carreira? Então vamos te explicar mais sobre essa profissão e a relevância das mulheres nesse mercado de trabalho.

 

A carreira de perito criminal

Para ser perito criminal, é preciso ter um diploma de graduação e prestar um concurso público aberto pelos Institutos de Criminalística, que pode ser estadual ou federal. Esse profissional tem como função básica a confirmação da prova técnica ou pericial, algo que pode ser feito a partir da análise de vestígios deixados nas cenas dos crimes. 

Como você pode imaginar, não existe rotina nessa carreira. Mas é preciso muito preparo e conhecimento para exercê-la com responsabilidade, pois seus apontamentos podem determinar a vida de muitas pessoas, seja dentro ou fora da prisão.

 

Quebra de tabu

No Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP/RN), por exemplo, as peritas criminais se destacam por exercerem funções externas e internas. No dia a dia, é possível encontrá-las envolvidas com exames laboratoriais, perícias psicológicas, exames de microcomparação balística, documentoscopia, entre muitas outras tarefas. 

Na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, as mulheres  também se destacam, não só como peritas, mas também como delegadas e fotógrafas. Com mais de uma década de experiência na área criminal, elas já enfrentaram e ajudaram a desvendar os mais diversos crimes, como os do maníaco do parque e o crime de parricídio de Suzane Von Richthofen. São batalhadoras, corajosas e venceram o preconceito para chegarem onde estão.

Se a atuação da mulher na perícia muitas vezes é vista com resistência, elas provam em suas rotinas que a busca por detalhes, o compromisso e a dedicação aliados a sensibilidade dão a elas uma visão diferenciada na cena de um crime

O trabalho do perito é técnico e não tem nada haver com questões de gênero. Acima da força física estão a inteligência emocional, a coragem, a leveza e a seriedade. E muitas vezes, é justamente o fato de não conseguir ficar insensível a um crime, que as impulsionam a descobrir seu autor.

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Como trabalhar com perícia criminal

Tem interesse pela área? Apesar de a carreira não exigir uma formação específica, as principais demandas nos concursos são para Engenharias, Informática, Ciências Contábeis, Farmácia, Física, Fonoaudiologia, Medicina e Medicina Veterinária. 

A especialização oferece um bom preparo para quem quer se dedicar à carreira. Na Pós-Graduação em Análise Criminal oferecida pela Católica EAD, você desenvolve habilidades de investigação e se qualifica para elucidar, prevenir e pesquisar processos de violência e desordem pública. Assim, o analista criminal pode atuar em órgãos de legislação e justiça como perito e pesquisador criminal.

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Tags: Análise Criminal

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